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Quem me conhece sabe o quanto gosto de subjetividade. Adoro saber que aquilo que escrevo pode sugerir várias interpretações possíveis. Mas às vezes é necessário ser objetivo (a), principalmente se você é um estudante do ensino médio. Mesmo assim, ainda utilizo a subjetividade nos títulos. Adoro títulos que despertam a curiosidade, inclusive porque, dependendo do conteúdo do texto, é que assume um significado.

Pois bem, estava ali a escrever à punho um relatório sobre o conteúdo de pesquisa do Tríduo Cultural, em que o tema da nossa sala é preconceito, e o tema geral do Tríduo é “a formação do povo brasileiro: o branco, o índio e o negro.”

Como é para o professor de História, Lahiri, fiquei à vontade para discorrer sobre o que eu quisesse da forma que eu quisesse. No todo, foi um relatório um tanto sarcástico, em que falei mal da escola e mais mal dos coleguinhas. E falei algo sobre preconceito, mas não daquela forma enfadonha a que estamos acostumados.

Pois bem, eu precisava de um título. Meus títulos são bem subjetivos, como eu já disse, mas só me vinham idéias bastante objetivas ou total sem noção como “Variabilidade genética”. (Andei estudando biologia.)

Até que, tive uma idéia genial. Sim, eu estou sendo prepotente, mas confesso que estou a pasmar com meu trabalho, e com o título mais ainda. “Café com Leite”.

O que se pensa, a princípio, é que estou relacionando o branco e o preto, tal como as etnias branca e negra. Porém, também posso estar me referindo à mistura étnica. Ou quem sabe, eu poderia estar criticando o fato de que as coisas são mais fáceis para o índio, tal como dá-se vantagens às crianças menores nas brincadeiras infantis, afirmando-se que elas são “café-com-leite”.

Mas o que pensei quando escolhi esse título foi simplesmente no equilíbrio. Dizem que o leite dá sono, e o café, pelo contrário, é um estimulante. Sempre penso sobre isso quando bebo café com leite.

Enfim, apesar da minha nota medíocre na última prova de história, estou me admirando. Eu sou tão incrível.



Jogos de mesa.

Tinha esquecido do quanto gosto deles.

Posso não saber jogar, mas gosto um bocado.

Nháá!


Não importa como, todas as garotas têm o seu dia de futilidade. E isso é tão entusiasmante!

Utopia

Utopia é só uma palavra, você sabe. O sentido que atribuímos a ela é arbitrário. Por isso eu diria que andar longe de preconceitos barulhentos é utópico. Você mal sabe que sentido estou atribuindo a "preconceitos", a "barulhentos" ou a "utópico". Cada um dá um sentido próprio às palavras. Eu, por exemplo, sempre relacionei auto-estima com alto-astral, até que um dia estava conversando com um amigo e percebi que são coisas diferentes (eu via quase como sinônimos), mas que têm uma relação entre si.
Pois bem, então façamos um relato do meu dia "utópico", com o melhor sentido que essa palavra tem no meu vocabulário. Eu sei, o dia não acabou, mas só essa manhã me basta.

Na verdade, meu dia começou a partir da meia-noite. Eu e meu pai ficamos assistindo televisão. Pegamos o final de um documentário no Futura (nós estamos viciados em documentários do Futura!), mas depois não pudemos conter a vontade de assistir o Pânico na TV, e admitimos a nossa real identidade. Documentários são bons, mas depois de um tempo...
Aí meu pai olhou no relógio e gritou: "Mais de meia-noite!! Você é de menor, vá dormir!". E como se ele tivesse razão, eu disse apenas: "Calma, pai. Não precisa acordar a rua inteira!". Minha mãe acordou, coitada. Aliás, coitada de mim, que por causa disso tive que tomar o xarope verde e nojento "porque senão o resfriado vai virar pneumonia". ¬¬'

Depois disso, fui deitar. Deitar não é sinônimo de dormir (pelo menos não no meu conceito), e de repente me veio uma vontade de escrever qualquer coisa, e eu escrevi um pseudo-poema para Caio. Digo "pseudo" porque aquilo não é um poema, mas não sei um nome adequado para tal. "Texto" me parece frio e objetivo demais. Portanto, um pseudo-poema, que no meu vocabulário não tem um conceito muito restrito.
Pois bem, após escrever fui dormir. Tive um sonho, pouco antes de acordar. Eu estava conversando com o Peter, e me referia a ele com "o senhor" e ele realmente era o meu pai, mas não meu progenitor.
Acordei, tomei um banho, e saí para o Centro da cidade. Então, comprei incenso com aroma de chocolate, "Quincas Borba" e um caderno - "de Paty" segundo Caio - e depois fui na casa de Caio prosear uns dez minutos e pegar
"O Sétimo" emprestado. Quase esqueci do pseudo-poema, mas lembrei quando ele falou que andava sem inspiração ultimamente. Voltei pra casa pensando em como "Os Sete" está na mão de Brufes, sem que Caio soubesse. "Ninguém me avisa nada, é tudo na surdina!", foi o que ele disse. Ia dizer que a Lola é meio desligada mesmo, mas lembrei que eu também emprestei o livro a ela sem o conhecimento dele. Cheguei em casa, aqui estou sozinha, ouvindo Elis Regina, Kid Abelha, Caetano Veloso e Marisa Monte; sentindo o aroma de chocolate do incenso, lendo blogs e talvez eu vá a cozinha procurar algo pra comer.
Está muito bem assim, obrigada.

Bem utópico.



*in here

Bicamada Lipídica

Estava aqui a pensar...se você vê uma coisa que considera, ehr...digamos, tosca ou ao menos "brega" no orkut, e fica com vontade de postar na comunidade "como ser cafona no orkut", porém essas coisas toscas estão no orkut de uma pessoa que você gosta muito...O QUE FAZER?

Por enquanto, prefiro me preocupar com coisas assim do que com o que eu vou ter que recuperar no fim das férias letivas. =]
Pelo menos fiquei sabendo que fui bem em Literatura. Mas afinal, apesar de detestar Trovadorismo, adoro Classicismo, Humanismo e Barroco. Aliás, acho super intrigante a forma como as pessoas saíram de movimentos que valorizavam o homem e talz, e voltam a temer à Deus. Mas tudo bem, não quero discutir isso agora.

*Com vontade de escrever uma história, porém, sei bem o que acontece: no meio dela, descubro que não tem nada de interessante, e que nem sei como terminar
. u.u*

Lendo: sinceros receios





*
sobre o título: nenhuma relação, é só que adoro a bicamada lipídica

Sobre Anjuli Laz:

Eu estava descansando do almoço, pensando...e quando me dei conta, estava depondo pra mim mesma sobre mim. Sobre quem eu sou, ou pelo menos como eu acho que sou. Então resolvi conversar com alguém sobre isso, mas estou sozinha (a gente sente como um blog é importante nessas horas). Bem, acho que sou bem diferente daquilo que pareço ser. Até porque existem coisas em mim que eu prefiro não demonstrar, porque pode parecer arrogância de minha parte ou coisa do gênero. "- Você deve agir como realmente é, e as pessoas têm que te aceitar assim." Eu sei, mas é meio complexo de explicar, e tem vezes que nem eu mesma me aceito. Eu sou extremamente "geniosa" e tenho auto-estima elevada, além de ser muito teimosa, e analisar bem as coisas e pessoas, e tirar conclusões a respeito. Acho que isso me torna muito "auto" ou "ego". Sim, eu sou egoísta. Porém acho que essas coisas não ficam bem esclarecidas na forma como eu ajo, simplesmente porque eu sou conveniente e porque não sou má. Só às vezes. Mas eu sou do tipo de pessoa que, se acha que é assim é assim e pronto. Que se quer fazer algo, apenas acha que é capaz de fazer, e mesmo que todos duvidem, vai lá e faz. Ou se não conseguir, fica com a consciência tranquila por ter tentado. Que quando tem certeza de algo, tenta convencer o outro daquilo (apesar de que agora, percebi que nem sempre o outro irá concordar, até porque prefere acreditar que as coisas sejam diferentes e funcionem de outra forma). E principalmente, que anda pela Conquista, pega chuva e toma sorvete, mesmo que a mãezinha tenha proibido de fazer isso. É como Lahiri disse: minha mãe (ou meu pai) nunca me proibiu de usar drogas ou fazer sexo, mas eu não faço nada disso, mesmo sabendo que se o fizer não estarei descumprindo ordens. Eu não gosto do sistema, mas estou dentro dele, e agindo como deveria. Eu tenho muito a perder, e por isso, apesar da autoconfiança, hesito. Odeio hipocrisia, injustiça, baixo-astral, antipatia, pessoas que não aceitam "o diferente" e outras coisas mais. Eu também...deveria estar estudando e é isso que vou fazer agora. Vá você também. ;]

***


Eu sou egoísta
(Raul Seixas)

Se você acha que tem pouca sorte
Se lhe preocupa a doença ou a morte
Se você sente receio do inferno
Do fogo eterno, de Deus, do mal
Eu sou estrela no abismo do espaço
O que eu quero é o que eu penso e o que eu faço
Onde eu tô não há bicho-papão
Eu vou sempre avante no nada infinito
Flamejando meu rock, o meu grito
Minha espada é a guitarra na mão
Se o que você quer em sua vida é só paz
Muitas doçuras, seu nome em cartaz
E fica arretado se o açúcar demora
E você chora, você reza, você pede, implora...
Enquanto eu provo sempre o vinagre e o vinho
Eu quero é ter tentação no caminho
Pois o homem é o exercício que faz
Eu sei, sei que o mais puro gosto do mel
É apenas defeito do fél
E que a guerra é produto da paz
O que eu como a prato pleno
Bem pode ser o seu veneno
Mas como vai você saber
Sem tentar?
Se você acha o que eu digo fascista
Mista, simplista ou anti-socialista
Eu admito, você tá na pista
Eu sou ista, eu sou ego
Eu sou ista, eu sou ego
Eu sou egoísta, eu sou egoísta
Por que não?

Então eu vim aqui postar devido a acontecimentos recentes. Tenho dois bons motivos pra não julgar as pessoas. (Na verdade, mais que isso. Mas dois que são os principais.)
I. Imagine que você está retornando às aulas no colégio, depois das férias. E aí, entra na sua sala uma garota...digamos, peculiar. Você logo percebe o quanto ela é bobinha, chata, conta mentiras descabidas, gruda em você, e às vezes age como criança. Aí você e seus colegas resolvem fazer um monte de brincadeirinhas de mau gosto contra ela; você dá barradas quando ela vem falar com você; enfim, ela se torna o alvo de piadinhas da turma etc etc. Depois você descobre que ela não é "normal". Digamos, tem problemas psicológicos. Você pode passar a ver as coisas de outra forma: ela simplesmente busca ser aceita e tem medo de ficar isolada, esquecida. E você sabe que é sempre isso que acaba acontecendo.
II. Você tem um colega que é muito inteligente, parece super-dotado. Porém ele se acha o tal, é muito nerd e não tem intimidade com ninguém. Todos acham ele muito chato e de certa forma, o excluem. Mas quando tem alguma atividade pra nota, todos querem juntar-se a ele. Engraçado, não? ¬¬ Você é um dos que detesta ele, torna-se seu inimigo mortal, vive discutindo com ele e etc etc. Um dia, na aula de Ciências, ele senta ao seu lado. Mas ele já está cansado. Começa uma conversa e desabafa, aí você descobre coisas sobre ele que você nunca imaginou. De imediato, se arrepende por tê-lo julgado, insultado (etc etc) sem saber de nada daquilo. Quando se dá conta, você, você e o cara frio que se acha o tal, estão chorando no meio de uma aula. Depois desse episódio, fala poucas vezes com ele, meio que por hesitar. Ele sai do colégio e no ano seguinte, você não pode se tornar amigo dele e tentar ajudá-lo, como poderia ter feito no começo.

E aí você aprende que não deve simplesmente julgar as pessoas. "Ah, mas eu não sabia..." não justifica. Você não pode saber como uma pessoa vive, e o que pode levá-la a agir de tal forma, certo? Então deixe de ser tão pré-conceituoso. ;]

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