Mostrando postagens com marcador intenso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador intenso. Mostrar todas as postagens

“Tem pessoas que a gente não esquece nem se esquecer: o primeiro namorado, uma estrela da tevê.”

E a música tinha que ter começado a tocar agora.

Sim, hoje é seu aniversário. E não é porque nós não passamos mais que vinte dez dias sem brigar que eu deixei de anotar essa data na minha agenda.

Eu tenho quase certeza de que você vai fazer pouco caso disso, sei que você é ingrato comigo, e que talvez nem leia por preguiça. Ou por desinteresse, ou outra desculpa imperdoável qualquer.

A maioria das suas más criações dos seus atos são previsíveis, pelo menos pra mim, no que diz respeito a mim. Às vezes indiferença, às vezes drama, vingança sempre.

Mas apesar de tudo o que você me faz (cara!, e não é pouca coisa, nós sabemos), e apesar de tudo o que eu te faço (aliás, fazia, não sou mais disso), você ainda é importante na minha vida. E não porque foi o primeiro cara que eu amei, que eu beijei. Mas porque o primeiro cara que eu amei e beijei é um cara legal. Um cara frio, indiferente, diferente e mau. Legal, porém.

Um cara que sabe ser romântico, infantil e fofo, apesar de frio e mau.

Eu ensaiei palavras pra você, pra agora...só que...há algo que eu posso dizer que você já não saiba? Você é aquele que tudo sabe, tudo vê.

Talvez tenham umas coisitas, mas deixa pra outro momento, não quero estragar o seu fim de aniversário. (Daí ele lê e pensa algo como: “ah não, não ia fazer diferença vindo de você, eu não ligo, pode falar.”)

Ai ai, senhor ladrão de mentes. Feliz Aniversário.

(Nossa, como você é velho.)

Nunca diga a uma pessoa que ela é o seu único motivo de felicidade. Isso pode trazer sérias conseqüências na vida dela, principalmente se você já falou em suicídio.
(Também
nunca diga a uma pessoa de menos de vinte e cinco anos – ou até mais – que você pensa em suicídio. Principalmente se esta lhe ama.)
Quando se é o único motivo de felicidade de alguém, também se é o único motivo de infelicidade do mesmo. E, se este alguém já pensou em suicídio... pfff, também se é o motivo de morte, não é mesmo?
Não dá pra viver sabendo que você é o único motivo de felicidade de alguém – que lhe falou em suicídio quando você tinha uns doze anos. É por isso que eu esqueço. Esqueço que sou o único motivo de felicidade, de infelicidade, ou de morte de alguém que eu amo.
Sabe que eu prefiro a morte do que ser o motivo da morte de alguém? Quem quer que seja.
Já não me importam os outros ou eu mesma. Eu me lembrei. Lembrei que eu sou o motivo.
Fiquei sentada no banheiro escuro, com medo. Sozinha. É triste estar sozinho quando se é um motivo. Mas quando se é um motivo, por mais que se esqueça, você sempre estará sozinho.
Eu prefiro a morte do que ser o motivo da morte de alguém.



Ainda que eu fosse capaz de julgar-te

Ainda que eu não te conhecesse

Ainda que me machucasses

Ainda que eu não visse teu sorriso

Ainda que me odiasses

Ainda que não voltasses para casa

Ainda que não fosses o que és

Mesmo assim, eu te amaria.



(P.S.: Se eu já disse que te amo, considere-se o "tu" desta postagem. A foto é do meu pai, porque ele pode considerar-se o "tu" e porque ele é lindo. E acho que quando escrevi esse texto no caderno foi meio pra ele sim. ^^ )

Do choro preso até a hora do banho.
Do banho morno com choro baixinho.
Do ódio e da violência cá dentro.
Do frio na alma.
Da metáfora idiota: "Eu sou só o ponto da teoria do big bang. E quero explodir de novo."



Existem pessoas que fazem pedidos a estrelas. Eu peço às pedras.

Vou juntar pedras brancas e construir um castelo.


Porque é na pedra que está. Somente nela.


"
Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar"


. Raul Seixas .

.Esbella.
in deviantART
*vó da minha mãe
Essa foi a imagem mais próxima do que eu imagino dela. Ela estava costurando, e a agulha entrou na sua mão. Muito tempo depois, ela faleceu. A agulha havia percorrido todo o seu corpo.
Senti saudades, de repente.



Pré-texto

.pretexto.

Desde domingo que não tenho mais manhãs. Ou tenho manhãs demais. Parece que manhã e tarde é uma coisa só. Os dias, rápidos demais.
Não tenho dado muita atenção à noite. Não tenho conversado muito com a Lua.
Não tenho saído de casa. Tenho sonhado muito.
Não estou fazendo o que planejei pra mim. Nada do que planejei.
Tenho machucado as pessoas que amo. Estou distante, sempre ausente.
Recomeçar? Quando?
O tempo passa...
E tudo passa...
Mas eu fico.




É assim que me sinto, às vezes.

Eu estou aqui pasma.
Não porque Enéas morreu sem que eu tivesse a oportunidade de votar nele.
Não porque meu pai e minha mãe estão a 3 metros de mim e eu estou aqui escondido.
Não porque o Flamengo é campeão.
Não porque hoje assisti "
O Libertino".
Eu estou aqui pasma porque notei que existem pessoas capazes de dizer tudo o que eu precisava ouvir sem saberem. E uma simples coisa. Coisas simples...
Talvez elas saibam. Talvez eu seja uma espécie de ratinho de laboratório e viva num mundo fictício. Se isso for verdade, estão atuando muito bem.
Eu não entendo como podem haver pessoas tão parecidas. São tantas semelhanças, tantas coincidências, que às vezes me pergunto se não estou convivendo comigo mesma; com outras encarnações minhas, todas reunidas, destinadas a viver em uma mes
ma época, juntas. Ou se não fui eu mesma que causei tudo isso, que fui assimilando essas pessoas, amando, convivendo, e de alguma forma, incluindo-as na minha alma; Assim, qualquer situação só mostra uma identificação que na verdade não existe, porque é uma pessoa só. É um reflexo do outro em mim, como se eu fosse um espelho.
Hoje eu deveria ter apenas estudado Português. Porém, hoje, eu pensei. Pensei muito. Pensei em tantas coisas que acho até que pensei demais. Eu poderia passar a noite toda descrevendo o meu dia, os meus pensamentos, o filme. Mas eu não tenho todo o tempo do mundo.
Umas perguntas:
Por que eu quero entender umas coisas enquanto não queria saber de outras tantas?
Por que eu dou mais importância a certas coisas do que a maioria das pessoas?
Por que as pessoas ficam constrangidas dia
nte de situações tão banais?
Por que são tantas perguntas que ninguém responde e que não calam nunca?
E por que, por que às vezes é tão difícil aceitar alguém?


"Pela amizade que você me devota,
Por meus defeitos que você nem nota...
Por meus valores que você aumenta,
Por minha fé que você alimenta...
Por esta paz que nós nos transmitimos,
Por este pão de amor que repartimos...
Pelo silêncio que diz quase tudo,
Por este olhar que me reprova mudo...
Pela pureza dos seus sentimentos,
Pela presença em todos os momentos...
Por ser presente, mesmo quando ausente,
Por ser feliz quando me vê contente...
Por este olhar que diz "Amigo, vá em frente!"
Por ficar triste, quando estou tristonho,
Por rir comigo quando estou risonho...
Por repreender-me, quando estou errado,
Por meu segredo, sempre bem guardado...

Por seu segredo, que só eu conheço,

E por achar que apenas eu mereço..."
Aceite a minha gratidão.

Postagens mais antigas Página inicial