Pai, talvez só você não tenha percebido que os meus erros são os seus.

Confissão

Sou pecador por não ter medo da chuva
Sou pecador por não andar na moda
Por não me importar com o que eles pensam
Por não ser absolutamente normal
Por pensar.

Sou pecador por não ter me abalado
Sou pecador por ter deixado de amar, e por amar quem não deveria.
Sou pecador por achar que os meus pecados nem podem ser comparados.
Um pecador condenado por ter aprendido o que realmente tem valor.
Inocente e culpado.
Pecador por ser infantil. Pecador por ser sério.
Sou pecador por me importar com o que eles não se importam.
Sou pecador por não amá-los.
Por ser livre e saber que isso, ninguém pode mudar.
Peco ao sorrir. Peco ao chorar.
Um pescador de ilusões amado e odiado
E invejado, por pecar.


*Lembra, Rita? ^^

Quem me conhece sabe o quanto gosto de subjetividade. Adoro saber que aquilo que escrevo pode sugerir várias interpretações possíveis. Mas às vezes é necessário ser objetivo (a), principalmente se você é um estudante do ensino médio. Mesmo assim, ainda utilizo a subjetividade nos títulos. Adoro títulos que despertam a curiosidade, inclusive porque, dependendo do conteúdo do texto, é que assume um significado.

Pois bem, estava ali a escrever à punho um relatório sobre o conteúdo de pesquisa do Tríduo Cultural, em que o tema da nossa sala é preconceito, e o tema geral do Tríduo é “a formação do povo brasileiro: o branco, o índio e o negro.”

Como é para o professor de História, Lahiri, fiquei à vontade para discorrer sobre o que eu quisesse da forma que eu quisesse. No todo, foi um relatório um tanto sarcástico, em que falei mal da escola e mais mal dos coleguinhas. E falei algo sobre preconceito, mas não daquela forma enfadonha a que estamos acostumados.

Pois bem, eu precisava de um título. Meus títulos são bem subjetivos, como eu já disse, mas só me vinham idéias bastante objetivas ou total sem noção como “Variabilidade genética”. (Andei estudando biologia.)

Até que, tive uma idéia genial. Sim, eu estou sendo prepotente, mas confesso que estou a pasmar com meu trabalho, e com o título mais ainda. “Café com Leite”.

O que se pensa, a princípio, é que estou relacionando o branco e o preto, tal como as etnias branca e negra. Porém, também posso estar me referindo à mistura étnica. Ou quem sabe, eu poderia estar criticando o fato de que as coisas são mais fáceis para o índio, tal como dá-se vantagens às crianças menores nas brincadeiras infantis, afirmando-se que elas são “café-com-leite”.

Mas o que pensei quando escolhi esse título foi simplesmente no equilíbrio. Dizem que o leite dá sono, e o café, pelo contrário, é um estimulante. Sempre penso sobre isso quando bebo café com leite.

Enfim, apesar da minha nota medíocre na última prova de história, estou me admirando. Eu sou tão incrível.

Eu queria escrever algo, mas só consigo interagir diretamente com um indivíduo. Estou com os ânimos exaltados. Bom, diante dessa contrariedade por parte do meu cérebro, posto aqui o que escrevi para o Mateus. (Mateus Borba, o poeta-compositor-cantor-perfeito.)

"Amoebinha,

Não sei se já te contei que estamos trabalhando num evento no colégio, e que, pela 3ª vez, o nosso tema é preconceito. Na verdade, na última vez o tema era "Discriminação Racial".
Então, estou trabalhando para o tríduo cultural. Ou melhor, sendo escravizada pelo tríduo cultural.
:P

AAA! Eu ando tão elétrica!
Preciso sossegar um pouco.
Parece até que estou apaixonada. Mas não estou. :)
E você, como tem se comportado?

Hoje baixei muitas músicas legais, a maioria MPB. De internacional, Beatles, Jack Jhonson e Cindy Lauper.

Estou numa fase muito insana da minha vida. Tenho vivido intenso, mas parece que as coisas dessa semana aconteceram há uns dois meses. De vez em quando, fico triste. Estou buscando uma forma de não entristecer por causa de pessoas que não se importam comigo.

Nunca mais escrevi algo assim muito legal. Ah, acabei de lembrar que você ainda me deve um texto. ;)

AAA! 'Tô' tão feliz - sabe-se lá por quê.

Beijos, Mateus.
Te amo.

Beijos de tigela com pipoca amanteigada.
E sorrisos. "

Ainda estou com aquela vontade de vestir um capote rosa, meias coloridas, e sair pulando num gramado bem verde. Não entendo. Apenas sinto.

Ela descobriu uma forma de fazer tudo de outro jeito. Mesmo assim, deixou estar.

[x]

waiting

Ela só ia lavar as mãos, para tirar por um instante aquele perfume da flor, impregnado na sua mão esquerda. Mas notou algo de estranho no espelho. Algo líquido.

Encostou o caule de sua flor no espelho, e toda a superfície se ondulou. Sentiu-se irreversivelmente atraída pelo inesperado e desconhecido; Largou a flor e mergulhou no espelho emoldurado, que havia sido de sua bisavó.

Sentiu todo o seu corpo ficar molhado, e era uma sensação tão boa.

Porém, algum tempo depois, sentiu que seu corpo estava sendo congelado. Olhou a sua volta, e então percebeu como o líquido se solidificava aos poucos. Nadou o máximo que pôde para voltar, tentou sair de dentro daquele quadro refrator, mas tudo o que conseguiu, numa última tentativa, foi trazer para si a sua flor.

Então, tudo parou. A menina, com uma flor na mão, estática. Tudo era silêncio.


"Os livros na estante,
já não têm mais
tanta importância
Do muito que eu li,
do pouco que sei
Nada me resta

A não ser a vontade
de te encontrar
O motivo eu já nem sei
Nem que seja só para
estar ao seu lado
Só para ler no seu rosto
Uma mensagem de amor"

Mensagem de amor - Paralamas do Sucesso

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